Discutir a apresentação de projetos para os poderes públicos é crime? Não.
Apresentar uma autoridade para um parceiro de negócios é crime? Não.
Conversar sobre sobre contratos que não se concretizam é crime? Não.
Oferecer empregos que não se transformam em nomeação é crime? Não.
Frequentar mansão de amiga empresária é crime? Não
Existe corrupção quando os cofres públicos em nenhum momento sangraram? Não.
Pois, a sanha para prejudicar a candidatura de Lula chegou a tal ponto de degradação jornalística que a imprensa comercial vem estampando verdadeiros pastéis de vento como se fossem delitos de corrupção e peculato comprovados.
Já condenados pelo tribunal da mídia, Fábio Luis Lula da Silva e Marcola são vítimas de linchamentos diários.
Com base em vazamentos criminosos e descontextualizados, fruto de uma parceria entre o ministro bolsonarista do STF, André Mendonça, e a ala de extrema direita da Polícia Federal, Globo, Folha, Veja e Estadão reeditam o golpismo de passado recente, que levou o saudoso jornalista Paulo Henrique Amorim a cunhar a expressão PIG (Partido da Imprensa Golpista) para se referir a esses veículos de comunicação..
Pesa contra o filho do presidente a vaga acusação de tráfico de influência. Mas que tráfico, cara pálida? Onde está o contrato superfaturado? Qual foi o valor do orçamento público desviado para esquemas fraudulentos?
Não tem nada. Pode torcer, torcer, espremer, espremer que não se extrai o corpo de delito.
Contudo, para a nossa imprensa isso pouco importa. O negócio da nova Lava Jato é manter Lula na defensiva e nas cordas até a eleição. Repare que a montanha de dinheiro recebido por Flávio Bolsonaro do banqueiro Vorcaro sumiu do noticiário.
Depois de tudo que o Brasil passou com a tentativa de golpe perpetrada pela quadrilha bolsonarista, a Globo, sem corar, retoma sua histórica falta de compromisso democrático e, sem um pingo de vergonha na cara, comanda o pelotão de fuzilamento ao filho de Lula.
Que se danem as consequências disso para o país.
E o jogo sujo parece já estar surtindo efeito, pois são fortes os rumores de que as próximas pesquisas, a começar pela do Datafolha a ser divulgada hoje, mostram uma reação do Bolsonarinho.
Vale destacar que Lula vem respondendo mal à onda de ataques, se limitando a repetir que não se envolverá e que Fábio Luis terá que provar sua inocência.
Como assim, se uma das premissas do estado democrático de direito é que o ônus da prova cabe ao acusador, não ao acusado?
Não só Lula, mas o PT, aliados e suas figuras públicas importantes devem partir para a desqualificação das investidas vazias e inócuas, denunciando a nova parceria entre a imprensa corporativa e os golpistas.