Crise no STF: prioridade é a guerra contra o fascismo

O juiz parcial André Mendonça serve aos interesses do bolsonarismo no STF

Os comentaristas da Globo ignoram o fato de que seu queridinho André Mendonça afrontou o rito e a lei ao expor seu colega Alexandre de Moraes à execração pública.

Mas apontam o relatório da Polícia Federal sobre a parcialidade política de André Mendonça como uma peça imprestável, “sem valor probatório.”

Só que para esses jornalistas o relatório que levanta suspeitas contra Moraes merece todo crédito do mundo. Que jornalismo, meu Deus!

Abre parênteses: o presidente Lula age como chefe de Estado e de governo e está coberto de razão ao pregar rigorosa apuração de tudo e de todos, doa a quem doer. Também acertam em cheio o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ex-ministro José Dirceu quando defendem uma ampla reforma do Judiciário, para passar as nossas instituições a limpo. Fecha parênteses.

Voltando para o aqui e agora, é importante lembrar que estamos em plena guerra contra o fascismo. E alguém tem dúvida de que, se formos derrotados, virão com tiro, porrada e bomba para cima da gente?

Claro que os indícios envolvendo o ministro Alexandre de Moraes devem ser investigados e, uma vez comprovados, que a lei seja aplicada. Contudo, não é possível perder de vista que o inimigo das forças democráticas e progressistas é Mendonça, militante da extrema direita travestido de juiz de corte suprema.

No contra-ataque de Moraes, com base em investigação da PF, na qual ele pede o enquadramento de Mendonça por crime de responsabilidade, improbidade administrativa e abuso de poder, restam nítidas as digitais de um juiz que age o tempo todo movido por suas preferências políticas.

O relatório da PF, que agora tentam desmoralizar, aponta “circunstâncias anômalas” na condução de inquéritos que investigam os escândalos do Master e do INSS, ambos sob a batuta de Mendonça.

A PF considera que houve viés político na produção de documentos a respeito do Lulinha, filho mais velho do presidente Lula: “O relator tirou conclusões sem lastro probatório envolvendo Fábio Luis da Silva e a a lobista Roberta Luchsinger.”

Os dois pesos e duas medidas, padrão Sérgio Moro, saltam aos olhos quando se observa o tempo gasto pelo relator com procedimentos adotados:

Senador Jaques Wagner (PT-BA) – mandado de busca e apreensão: 9 dias;

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) – mandado de busca e apreensão: 29 dias;

Cláudio Castro (PL) – mandado de busca e apreensão: 29 dias;

Cláudio Castro – mandado de busca e apreensão indeferido com parecer favorável da PGR: 46 dias;

Instituto de Previdência de Maceió: mais de 53 dias.

Quero ver a Globo desmentir esses prazos.

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