Dois episódios ocorridos neste domingo, 11 de outubro, retratam com perfeição a campanha eleitoral de 2026:
1) O ministro bolsonarista que preside o Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques, a pedido de Flávio Bolsonaro, manda tirar do ar o canal “Soldados de Lula”, liderado pelo deputado federal André Janones e que conta com três milhões e setecentos mil inscritos. A censura, no entanto, é barrada pelo corregedor-geral do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
2) Lula atrai uma multidão gigantesca para a Avenida Paulista, em uma das maiores manifestações eleitorais da história. Mas a imprensa comercial estampa em suas manchetes: “Lula faz ato com apoiadores na Paulista.” Esconder os fatos é ato explícito de censura.
É difícil apontar entre a mídia corporativa e o TSE, comandado por Nunes Marques e que tem André Mendonça como vice, quem é o favorito a levar o prêmio “Vergonha 2026” nessas eleições.
Nunes e Mendonça agem como cabos eleitorais de Flávio Bolsonaro em plena corte que tem a obrigação constitucional de tratar os candidatos com paridade e isonomia, zelando pela lisura do pleito.
Não se envergonham de vestir por cima da toga a camisa com o número 22, despachando favoravelmente, em tempo recorde, os pleitos mais absurdos do Rachadinha, enquanto os recursos de Lula ficam para as calendas gregas.
O truque é conhecido: decidem monocraticamente, a partir de suas privilegiadas posições de mando, e até o plenário apreciar o estrago está feito.
Aliás, se tivessem um mínimo de compostura institucional, suas excelências não teriam permitido que um pulha como Antony Garotinho, agindo como autêntico laranja, ferisse a soberania popular dando a vitória, não conquistada nas urnas em primeiro turno, a Douglas Ruas, no estado do Rio de Janeiro. O eleitor votou pela realização do segundo turno. Até isso os arremedos de juízes do TSE conseguiram fazer.
Sua concorrente na missão de degradar ao máximo essas eleições, a imprensa, não fica para trás.
Além de se empenhar para não reconhecer que está em curso hoje no Brasil um dos maiores movimentos antifascistas das últimas décadas, com uma adesão de massas impressionante e em franco crescimento, preferem amplificar crises no comando da campanha de Lula e fazer malabarismos numéricos nas pesquisas
Funciona assim: se Lula aparece na frente por poucos pontos, há empate técnico, mas, se é Flávio Bolsonaro que surge na mesma situação, é o filho do golpista-mor que lidera a corrida.
Sem falar dos espaços generosos que oferecem para a discussão de nomes de um eventual governo fascista.
Contudo, estou convencido de que vão quebrar a cara. Impulsionadas pela juventude, as pessoas ocuparam as ruas e tomaram a campanha em suas mãos. Nas redes também estamos amassando o inimigo.
Até o dia 25 as multidões só se multiplicarão em todas as regiões do país, desprezando pesquisas financiadas pela Faria Lima e levando Lula a uma consagradora vitória.
Respostas de 2
Bepe texto maravilhoso continue trazendo para nós seu olhar jornalista com imparcialidade.
Quando o povo vai as ruas, nenhum fascista consegue detê-lo , seja qual for a veste que esteja usando ….
Bora Lula !
Em defesa da Constituição, da soberania nacional e da vontade popular.
BORA LULA !