Eleito domingo, Lula vai levar Freixo e Kalil à vitória no segundo turno

 

Imagina o impacto causado pelo locutor de um comício de Freixo ou Kalil anunciando a grande atração da noite: “E agora com vocês o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.”

Se Lula vencer a eleição no domingo, os adversários dos aliados de Lula nos estados em que a disputa for para o segundo turno que coloquem as barbas de molho.

Sim, porque chega até ser difícil mensurar a força política e eleitoral, a autoridade moral e a influência como cabo eleitoral de um presidente eleito no primeiro turno da eleição.

Ainda mais quando se trata do maior líder político e popular do país.

Castro e Zema, que estão liderando no Rio e Minas, sabem que os ventos mudarão de direção, caso não consigam resolver a parada no primeiro turno.

Já em São Paulo, as pesquisas dão como certa a realização de segundo turno, no qual Haddad enfrentará, provavelmente, o bolsonarista Tarcísio. Todos os levantamentos mostram Haddad à frente no confronto final. Com o reforço de Lula eleito, então, nem se fala.

O quadro do Rio hoje indica que a eleição irá para o segundo turno, embora não dê para cravar. Em Minas, tudo pode acontecer, pois Kalil vem tirando nas últimas semanas a grande vantagem que Zema desfrutava desde o início da campanha.

Claro que, havendo segundo turno nos três maiores colégios eleitorais do país, nos quais Lula lidera, os candidatos apoiados por ele podem vencer mesmo se eleição presidencial for para o segundo turno.

Mesmo que aconteça um segundo turno na eleição para presidente, o franco favoritismo de Lula também vai impulsionar seus aliados no Rio, São Paulo e Minas.

Mas, evidentemente, ter a companhia no palanque de um presidente da República já eleito tem outro peso.

Venceremos.

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‘Elevado consciente de mediocridade’

Tem certas declarações públicas que são demolidoras. Com o português castiço que lhe é peculiar, o ministro aposentado do STF, Celso de Melo, ao declarar apoio a Lula no primeiro turno, apontou em Bolsonaro “elevado consciente de mediocridade e destituído de respeitabilidade política.” Muito bom.

Chamando de burro, mas na categoria

Ao suspender a cobrança de R$ 18 milhões imposta a Lula pelo procurador da Fazenda Nacional, Daniel Vagner Gamboa, o ministro do STF, Gilmar Mendes, reafirmou a inocência do ex-presidente e disparou: “Tal manifestação ostenta nítidos contornos teratológicos e certa coloração ideológica. Quando não alguma fragilidade intelectual, por desconsiderar algo que é conhecimento de qualquer estudante de terceiro semestre de  curso de Direito: ante a ausência de sentença condenatória penal, qualquer cidadão conserva, sim, o estado de inocência.”

Um favor

Diante de toda desgraça provocada por Bolsonaro, não se pode negar que ele tem o mérito de permitir que saibamos a quantidade de idiotas e anencéfalos que existe no país. O problema é que muitos deles são de alta periculosidade. Quer coisa mais patética do que o vídeo de um idoso, que circula nas redes, lambendo uma escopeta e desfilando pelas ruas de São Paulo ostentando armas e pedindo um golpe de estado?

Em grande forma

Sempre fui da opinião que o Banco Central, em vez de só acenar para o mercado fixando metas de inflação, deveria trabalhar também com metas de crescimento econômico e geração de emprego. É certo que agora ficou mais difícil, pois o Congresso Nacional, de espinha curvada, aprovou a autonomia do Banco Central. Contudo, usando a força do cargo de presidente, Lula avisa que conversará com presidente do BC, Roberto Campos Neto, para que a instituição zele também pelo emprego e pelo crescimento.