Por Patrícia Faermann, no GGN

O uso das redes sociais para a disseminação criminalizada de Fake News, discursos de ódio e convocação de atos antidemocráticos deve virar uma lei específica para ser responsabilizado na Justiça, cobrando das grandes empresas de tecnologia um maior engajamento.
A medida é uma proposta de Flávio Dino, ministro da Justiça, que prepara o projeto de lei que estabelece que plataformas de internet, como por exemplo Twitter, Facebook, Instagram, WhatsApp e Telegram, deverão fiscalizar a disseminação de conteúdos que violem a Lei do Estado Democrático de Direito.
Assim, a lei não somente envolve os atores diretos das ações contra a democracia, mas também torna um compromisso obrigatório legal das empresas de tecnolgia, as big techs, medidas contra esses crimes.
Na prática, a plataforma não seria responsabilizada civilmente pelas postagens de terceiros, mas sofrerá pena de multa em caso de descumprimento generalizado e incisivo desse “dever de cuidado”.
Já quando a remoção de determinados conteúdos ocorra por via judicial, ou seja, por determinação de um juiz ou tribunal, a lei aumentaria a pena de multa à plataforma e reduziria o prazo para o seu cumprimento.