Na pesquisa espontânea, o termômetro mais fiel da convicção e da mobilização do eleitorado, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, a disputa pelo Palácio do Planalto está rigorosamente empatada. A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19), mostra Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro (PL) dividindo a liderança com 44,5% das intenções de voto cada.
O dado revela um recuo de 1,8 ponto do candidato da extrema direita em relação ao levantamento anterior, enquanto o presidente manteve a estabilidade de sua base e viu a indecisão subir para 6,2%, abrindo margem para a consolidação da virada na reta final.
O movimento reflete o forte ritmo de recuperação do projeto progressista no cálculo dos votos válidos, métrica oficial utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em menos de uma semana, a vantagem do candidato bolsonarista derreteu de 3,2 pontos para apenas 0,6 ponto percentual. Lula subiu 1,3 ponto, alcançando 49,7%, ao passo que Flávio recuou 1,3 ponto, figurando com 50,3%. O resultado configura um empate técnico absoluto na margem de erro de dois pontos, confirmando que a candidatura da reconstrução nacional chega ao dia 25 de outubro em clara curva ascendente.
A reação popular favorável a Lula ganha sustentação direta nas ruas e no debate das pautas sociais e trabalhistas, impulsionado pela histórica vitória da mobilização em prol do fim da escala 6×1. O detalhamento do levantamento demonstra que o presidente mantém uma liderança avassaladora nos segmentos sociais que sustentam a economia do país e que mais necessitam da presença do Estado. Entre os trabalhadores que recebem até um salário mínimo, a preferência por Lula atinge expressivos 59% contra 31,4% do rival. No Nordeste, celeiro da resistência democrática, o petista soma 66,2% frente a 27,9% do adversário. A juventude de 16 a 24 anos também rejeita a pauta ultraconservadora e garante 52,8% a Lula, enquanto o eleitorado feminino assegura 52,6% das preferências ao presidente.
Em contrapartida, o projeto privatista e neofascista do PL fica restrito aos estratos de renda mais elevada, aos homens e ao eleitorado evangélico, demonstrando perda de fôlego justamente no momento decisivo da campanha. Essa perda de tração do bolsonarismo coincide com a melhora nos índices de aprovação da gestão federal: a avaliação positiva do Governo Lula subiu para 47,2%, enquanto a rejeição caiu para 48,8%.
Realizada pela Nexus entre os dias 16 e 18 de outubro com 2.002 entrevistados em todo o território nacional e registrada no TSE sob o número BR-04499/2026, a pesquisa reforça que o cenário permanece completamente aberto. Com a militância mobilizada e a força das bases populares impulsionando a curva de crescimento de Lula, a disputa de 25 de outubro se encaminha para uma vitória construída pela organização dos trabalhadores.