Li não lembro onde e por isso não dou o crédito: “no sangue da família Bolsonaro não corre uma gota sequer de hombridade.”
A afirmação é inquestionável, mas ainda assim incompleta para a definir o mau-caratismo dos integrantes do clã.
Talvez seja a única família no mundo na qual seus integrantes não possuem uma virtude sequer.
O Planeta Terra é habitado por cerca de 8 bilhões de pessoas. Até há alguns anos, Bolsonaro pai, na minha opinião, despontava como o mais nefasto e repugnante desses seres humanos.
Mas hoje a disputa pelo nada honroso título é acirrada.
Difícil escolher entre Jair, Flávio, Eduardo, e Carluxo quem tem mais falhas de caráter. Mentirosos, golpistas e corruptos até a raiz dos cabelos, a diferença entre eles é apenas de estilo.
Jair despeja sua visão escrota de mundo sem rodeios, enquanto Flávio mente o tempo inteiro sem corar.
Já Eduardo e Carluxo são uma mistura harmônica da podridão do pai e do irmão mais velho.
Jair Renan, o caçula,, ainda um aprendiz do curso familiar de picaretagem, e Michele Bolsonaro, com sua falsa verborragia religiosa, completam a quadrilha.
Desde que essa gente de baixíssima extração passou a ter protagonismo político, o debate civilizado de ideias e projetos diferentes para o país deu lugar ao ódio; adversário passou a ser tratado como o inimigo a ser exterminado; a injúria, a calúnia e a difamação viraram método de ação política; a ciência, as artes e a cultura passaram a ser perseguidas; o racismo, a homofobia e a misoginia avançaram várias casas; o ódio aos pobres foi naturalizado.
O Brasil adoeceu.
Só uma sociedade que padece de grave enfermidade pode premiar Flávio Bolsonaro com mais de 59 milhões de votos. Votos que, aliás, o covarde fujão nem agradeceu.
Sua carta divulgada ao chegar aos Estados Unidos terá lugar cativo na história como o documento mais repugnante produzido por um político brasileiro.
O sincericídio pode significar, porém, o réquiem da família que tanto vem infelicitando o Brasil.
Uma ofensiva política por parte forças progressistas e do conjunto dos democratas para jogar uma pá de cal no bolsonarismo é uma ação civilizatória pra lá de necessária.
Afinal, na democracia, só há espaço para os que respeitam a democracia.