O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta sexta-feira (25) uma sinalização direta ao empresariado ao defender a estabilidade fiscal e econômica como condições indispensáveis para o País. A declaração foi feita durante encontro com 744 participantes no Hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo, organizado pelos grupos Prerrogativas, Esfera e Parlatório.
“Estabilidade fiscal é uma coisa obrigatória. Não é nem competência do governo, é obrigação dele”, afirmou Lula.
O presidente relacionou o equilíbrio das contas públicas à proteção das camadas mais vulneráveis da população. “Quanto mais as contas estiverem desequilibradas, quem mais vai pagar o preço é o povo pobre”, disse.
“Essa questão da estabilidade fiscal, da estabilidade econômica, é uma obrigação nossa. Se a gente quiser governar em benefício de todos, esse é um ponto básico para a gente fazer a economia dar certo nesse país”, acrescentou.
Ao falar sobre responsabilidade fiscal, Lula recorreu aos ensinamentos de sua mãe.
“Minha professora de economia foi Dona Lindu”, afirmou.
Segundo Lula, a orientação recebida em casa era simples: não gastar aquilo que não se tem e não assumir uma dívida sem condições de pagá-la. O presidente apresentou o princípio da economia doméstica como uma referência para sua visão sobre a administração das contas públicas.
Alckmin destaca diálogo e Mercadante fala em legado
Antes do presidente, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a capacidade de Lula de construir entendimentos institucionais e o apresentou como um homem vocacionado para dialogar com o Judiciário e o Legislativo em torno das reformas necessárias para o País.
Alckmin também destacou a importância de colocar os interesses nacionais acima dos ciclos políticos. “Mais importante do que o governo, que passa, é a nação”, afirmou. Em outro momento, resumiu sua concepção da atividade pública: “Política bem feita é um ato de amor ao próximo.”
Mercadante também projetou a dimensão histórica de um eventual novo mandato de Lula. Segundo ele, Lula “vai entrar para a História” e um quarto mandato seria voltado “para a História, para o legado”.
Encontro reúne governo e grandes empresários
O evento foi organizado pelos grupos Esfera, Prerrogativas e Parlatório, tendo Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, como principal articulador.
Também participaram do encontro Geraldo Alckmin, Aloizio Mercadante, Tarciana Medeiros, Miriam Belchior, Márcio Elias Rosa, Esther Dweck, Alexandre Padilha, Sidônio Palmeira e Jorge Messias.
Diante de uma plateia formada por importantes representantes do setor empresarial, Lula colocou a estabilidade fiscal e econômica no centro de sua mensagem, associando equilíbrio das contas públicas, crescimento e proteção social.