Novo campeão mundial da Fórmula 1, o italiano Kimi Antonelli é fã declarado de um brasileiro que é considerado um dos maiores nomes da história da modalidade: Ayrton Senna.
Apesar de ter nascido em 2006, mais de duas décadas depois da morte do tricampeão do mundo, Antonelli já declarou diversas vezes sua admiração por Senna, em uma admiração que se transformou praticamente em devoção ao estilo de pilotagem de Ayrton.
“Quando eu era pequeno, meu pai e eu víamos muitos DVDs de corridas antigas de F1, dos anos 1990 até os 2000, e Ayrton sempre se destacava entre todos. Não apenas pelo piloto que era, mas também pela personalidade, dentro e fora da pista”, disse Kimi.
Na mesma entrevista, o garoto lamentou por não ter conseguido conhecer Senna, mas se disse “apaixonado” pelo tricampeão da F1, que se transformou em uma “inspiração”.
“Ele virou minha inspiração. Claro que eu adoraria tê-lo visto correr ao vivo, mas mesmo assistindo só pelos vídeos e DVDs, acabei me tornando muito apaixonado por ele”, salientou o agora campeão mundial.
Uma grande prova da devoção de Antonelli por Ayrton é o fato do italiano usar o número 12 em seu carro na Mercedes, como referência ao algarismo colocado por Senna na Lotus, entre 1985 e 1987, e também em 1988, quando o paulista conquistou seu primeiro título mundial pela McLaren.
Em entrevista antes do GP do México, no qual terminou em 3º lugar e assegurou o título mundial de 2026, Kimi inclusive declarou que não usará o número 1, reservado aos campeões, no ano que vem. Pela idolatria a Ayrton, o plano do italiano é seguir com o 12.
Nos próximos dias, aliás, o italiano terá mais uma chance de se “aproximar” de seu grande ídolo, já que o “circo” da Fórmula 1 virá a São Paulo para o Grande Prêmio do Brasil, marcado para o próximo domingo (8), no circuito de Interlagos.
No ano passado, Antonelli mostrou enorme respeito por Senna e visitou o Cemitério Parque Morumby, na zona sul de São Paulo, onde está o túmulo de Ayrton.
“Foi uma experiência muito legal. O Ayrton é o meu herói no automobilismo e, como ontem eu estava com bastante tempo livre, pensei: ‘por que não?’. Era bem perto do meu hotel, então decidi ir. Fui com meu treinador e ficamos lendo um livro, apenas curtindo aquele ambiente calmo. Foi realmente muito bom. Eu queria muito ir lá e prestar minha homenagem a ele”, contou o italiano.