Fascismo não elegerá senadores suficientes para atacar democracia

Jefferson Rudy/Agência Senado

Um dos objetivos da extrema direita nestas eleições é eleger um número de senadores e senadoras suficiente para aprovar processos de  impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e promover mudanças constitucionais que enfraqueçam o regime democrático, abrindo caminho para suas teses obscurantistas.

Mas, as últimas pesquisas indicam que esses planos autoritários caminham para o revés em 4 de outubro.

Podem até fazer a maior bancada e, em aliança com todo o bloco oposicionista, chegar a formar maioria entre os  81 senadores. Com isso, ocupariam as comissões mais importantes e disputariam a presidência da Casa.

Contudo, ficarão distantes não só dos dois terços de senadores (54) exigidos para  admissibilidade de processos de impeachment de ministros do STF, o sonho dourado de todo bolsorarista, como também dos três quintos (49) para mudar a Constituição através Propostas de Emenda Constitucional (PECs).

É que dessa vez as forças progressistas capricharam na escolha de seus candidatos, indicando nomes com mais densidade eleitoral do que em eleições anteriores.

A conta é simples: a extrema direita já tem 14 senadores que não precisam disputar essa eleição, já que estão em meio de mandatos. Pelos levantamentos mais recentes, os extremistas de direita do PL e o Centrão devem eleger entre 25 e 28 senadores, mas apenas nove do PL.e um ou dois do Novo. E, como não há unidade no Centrão e nem todos topariam aventuras antidemocráticas, fica mais difícil ser atingido o número capaz de ameaçar a democracia.

Já o campo de apoio ao presidente Lula pode conquistar entre 23 e 26 das 54 vagas em disputa. Cabe lembrar que a renovação será de dois terços, ou seja, dois senadores por estado.

O que mostram as pesquisas, estado por estado:

Acre : Gladson Cameli (PP) em primeiro e Jorge Viana (PT) em segundo.

Alagoas : Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP).

Amapá: Raíssa Furlan (Podemos); Lucas Barreto (PSD) e Randolfe Rodrigues (PT) estão empatados em segundo.

Amazonas: Eduardo Braga  e Alberto Neto (PL).

Bahia: Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT).

Brasília: Leila do Vôlei (PDT) e Michele Bolsonaro (PL)

Ceará : Cid Gomes  (PSB)  e Capitão Wagner (União Brasil),

Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PSD).

Goiás – Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Gayer (PL).

Maranhão – Carlos Brandão (PSB) e Roseana Sarney (MDB).

Mato Grosso – Mauro Mendes (União Brasil) e Janaína Riva (MDB).

Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL).

Minas Gerais: Marília Campos (PT) e Marcelo Aro (PP).

Pará: Helder Barbalho (MDB) e Celso Sabino (PDT).

Paraná: Alexandre Curi (Republicanos) e Gleisi Hoffmann (PT).

Paraíba : Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB).

Pernambuco: Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT).

Piauí : Marcelo Castro (MDB) e Ciro Nogueira (PP).

Rio de Janeiro ; Benedita da Silva  (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos).

Rio Grande do Norte: Styvenson Valentim (Podemos)  e Samanda Alves (PT).

Rio Grande do Sul : Manuela D’Ávila (PSOL) e Marcelo Van Hattem (Novo).

Rondônia: Fernando Máximo (PL) e Sílvia Cristina  (PP).

Roraima : Teresa Surita (MDB) e Antônio Denarium (PP).

Santa Catarina: Carlos Bolsonaro (PL) e Carolina de Toni (PL).

São Paulo: Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede)

Sergipe : Fábio Mitidieri (PSD) e Valmir de Francisquinho (Republicanos)

Tocantins: Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB).

Claro que muita coisa ainda pode mudar, afinal pesquisa é pesquisa, eleição é eleição. E a campanha só começa oficialmente no próximo dia 16. Mas essas sondagens servem para dar uma ideia geral da disputa.

 

 

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