Lula defende “Brasil soberano” e legado do seu governo

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Ele ainda afirmou que a candidatura governista não precisará inventar propostas ou apresentar compromissos desvinculados das ações executadas nos últimos quatro anos. Para ele, a continuidade do governo dependerá da avaliação que os eleitores fizerem de suas políticas e entregas.

Lula orientou aliados e candidatos da coligação a apresentarem as ações federais realizadas em cada estado e município. Segundo o presidente, a campanha deve substituir a expressão “governo Lula” por “nosso governo”, como forma de atribuir os resultados ao conjunto de partidos, ministros, gestores e movimentos que integram a aliança.

“Porque é importante falar o governo Lula, fala o nosso governo. Porque o governo não é só meu, e eu sozinho não faria o que está sendo feito”, declarou.

O presidente afirmou que os candidatos poderão defender os investimentos federais em qualquer região do país. Lula disse não conhecer outro período da história brasileira em que a União tenha destinado tantos recursos aos estados e municípios.

“Nós temos autoridade moral em cada cidade, em cada estado, e defender com orgulho aquilo que nós fizemos. Não aquilo que o Lula fez, aquilo que nós fizemos”, disse.

Ao falar sobre a composição da chapa, Lula fez uma longa defesa de Geraldo Alckmin. O presidente afirmou que escolheu o ex-governador paulista para comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços por sua experiência administrativa, conhecimento do setor produtivo e capacidade de articulação política.

“O Brasil nunca teve um ministro da indústria e comércio da qualidade do Alckmin, da competência política, do entendimento da necessidade da indústria crescer”, declarou.

“Portanto, é essa competência que faz você ser meu vice outra vez. Além da competência, a lealdade e o companheirismo”, afirmou.

O presidente agradeceu ainda a Fernando Haddad por ter contribuído para a aproximação com Alckmin antes das eleições de 2022. A aliança entre antigos adversários políticos foi novamente apresentada como um dos pilares da frente formada para disputar a Presidência.

No início do discurso, Lula recordou a criação do PT e as resistências enfrentadas pelo partido durante o processo de redemocratização. Ele relatou que foi vaiado ao anunciar a intenção de fundar a legenda e disse que setores do antigo MDB e até organizações de esquerda inicialmente rejeitaram a formação de um partido liderado por trabalhadores.

Lula também relembrou a aproximação posterior com o PCdoB e mencionou sua relação histórica com o PSB, construída por meio de dirigentes como Miguel Arraes e Eduardo Campos. O presidente usou essas lembranças para ressaltar o processo de construção da atual aliança eleitoral.

Na área social, Lula afirmou que o governo recuperou recursos que haviam sido retirados dos orçamentos da saúde e da educação durante a gestão de Jair Bolsonaro. Ele também citou o crescimento da economia, a redução do desemprego, a valorização do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.

Ao defender a tributação das parcelas mais ricas da população, Lula disse que a política não pretende estimular um confronto entre classes sociais, mas exigir uma contribuição proporcional daqueles que possuem maior renda e patrimônio.

“Não é nada de colocar pobre contra rico, é fazer o rico saber que ele também pertence a uma comunidade, que ele também tem que colaborar com o desenvolvimento nacional. Que não é porque ele mora na cobertura que ele não tem que pagar condomínio, que era o que acontecia no Brasil até 2022”, declarou.

Lula também dedicou parte do discurso ao combate à violência contra a mulher. O presidente afirmou que o tema deve ser assumido pelo PT e pelo governo mesmo diante do risco de perda de votos entre homens que rejeitem essa posição.

“O cara vai ter que escolher, ou ele vota em mim, ou ele bate numa mulher. Quem bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a tua mão e vote em quem você quiser”, afirmou.

Segundo Lula, a violência dentro de casa afeta não apenas as mulheres agredidas, mas também crianças e outros integrantes da família. O presidente defendeu a construção de uma sociedade baseada no respeito, na convivência e no compartilhamento de responsabilidades.

“Eu quero criar uma sociedade de respeito. Quero criar uma sociedade de compartilhamento, compartilhamento. Uma sociedade em que as pessoas vivam em harmonia”, disse

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