Abel dispara contra empresários

Jun 11, 2017

Por ESPN                                                            

 

Abel Braga pediu aos jornalistas para não perguntarem sobre Richarlison. Depois disse que não falaria sobre o assédio palmeirense ao atacante do Fluminense. Mas no final acabou falando e desabafou. Disparou críticas aos empresários e dirigentes do futebol. Mostrou chateação com a conduta do Palmeiras e disse que entende que o jogador foi usado.

Para recordar o acontecimento, na véspera da partida entre Palmeiras e Fluminense, Richarlison pediu para Abel Braga para não jogar neste sábado por estar "sem cabeça". O assunto irritou Abel Braga mais do que a derrota por 3 a 1, no Allianz Parque.

"O Cuca veio falar comigo antes do jogo. E eu não tiro uma virgula daquilo que eu falei para ele. O jogador tinha de estar em campo. Independente de ser negociado amanhã ou não. [O Palmeiras] É um clube muito forte, com muito poder de aquisição. Mas na vida isso não é tudo. Tem de ter outros princípios. Se o jogador tiver de voltar, ele vai voltar. Se não tiver, não vai voltar. Quero jogador com disposição. Tirei ele da equipe porque ele não estava com cabeça", disse Abel, na zona mista do Allianz Parque, após a partida.

"Acho que ele foi usado. Se ele de repente foi usado, então não estava na consciência dele, no caráter dele. Futebol é muito manipulado. É muito empresário para um jogador. Com ele parece que são três. Os cara só pensam em causa própria. Ele estava no América-MG. Mas foi no Fluminense que ele foi para seleção sub-20. Foi no Fluminense que surgiu o interesse do Palmeiras. Tem de levar isso em conta", acrescentou.

A irritação de Abel era tamanha que ele até fez um paralelo com o momento político do país. 

"Não me surpreendo com presidente do país. Não me surpreendo com o governador do meu Estado. Não vou me surpreender com dirigentes do futebol. Se fosse meu filho, isso não teria acontecido [com o Richarlison]. Os empresários nesse tipo de momento tem de saber pensar. Jogador muitas vezes é o menos culpado", completou.

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