Como Trump pode atrapalhar EUA na Copa

Out 04, 2017

Por ESPN                                                                   

 

Nesta quinta-feira (05), a Síria entra em campo para enfrentar a Austrália pela repescagem asiática das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Após os dois jogos contra a seleção australiana (o segundo ocorrerá na terça-feira, 10), caso se classifique, a Síria enfrentará o quarto colocado do hexagonal da Concacaf, posição ocupada, por enquanto, pelos Estados Unidos. A seleção dos EUA joga, ainda, contra o Panamá (no dia 06) e contra Trinidad e Tobago (no dia 10).

Caso a Síria passe pela Austrália e os Estados Unidos se mantenha em quarto, a vaga para viajar para a Rússia no ano que vem será decidida entre os dois.

Entretanto, a partir do dia 18 de outubro começa a valer um novo decreto de restrição para imigrantes, assinado pelo presidente Donald Trump no dia 24 de setembro. Essa ordem (reproduzida e traduzida abaixo) atinge cidadãos comuns e autoridades, e restringe total ou parcialmente a entrada de pessoas de oito nacionalidades nos territórios dos Estados Unidos, entre elas, a Síria, que sofrerá restrição total. Assim, qualquer cidadão sírio que tentar entrar nos Estados Unidos a partir desta data terá sua entrada vetada, seja uma pessoa comum, um político, ou um jogador da seleção.

e) Síria

(i) Síria regularmente não coopera com os Estados Unidos na identificação de riscos à segurança, é a fonte de significativos ataques terroristas, e foi designada pelo Departamento do Estado como um patrocinador estadual do terrorismo. Síria possui insuficiências significativas nos protocolos de gestão de identidade, não compartilha informações sobre segurança-pública e terrorismo, e não consegue satisfazer pelo menos um dos principais critérios de risco.

(ii) A entrada nos Estados Unidos de cidadãos da Síria como imigrantes e não imigrantes está suspensa.

Com a impossibilidade da seleção síria entrar em território estadunidense, a partida que definirá mais um participante da Copa do Mundo precisará se adequar. A alternativa é ser disputada em campo neutro, ou seja, em algum outro país que não os Estados Unidos e a Síria. Os sírios, porém, já estão acostumados a isso, pois não disputaram nenhuma das partidas das eliminatórias em território nacional, por conta da guerra civil que assola o país desde 2011. Os jogos mandados pela Síria foram disputados na Malásia e uma no Omã, país do Oriente Médio.

A medida de campo neutro nas eliminatórias já foi adotada pela Fifa outras vezes em situações de conflitos, como foi o caso, por exemplo, da partida entre Geórgia e Rússia em 2008, para as eliminatórias da Copa de 2010.

Caberá, portanto, à Fifa a decisão do que fazer caso o cenário se concretize. Se jogar em campo neutro, quem sai mais prejudicado é os Estados Unidos, que deixaria de mandar uma partida importante em casa. Para a Síria, porém, o cenário já é conhecido.

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