Corbyn pede que Reino Unido resista à islamofobia

Jun 04, 2017

Por Ópera Mundi                                                                                                

 

Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista e da oposição ao governo conservador de Theresa May no Reino Unido, discursou na noite deste domingo (04/06) sobre o ataque ocorrido na noite de ontem em Londres, que deixou sete mortos até agora, além dos três suspeitos mortos pela polícia.

Ele fez duras críticas ao governo do Partido Conservador, que administra a região há sete anos, e à atual premiê, Theresa May, acusando especialmente os cortes nos fundos para a polícia e a inteligência britânicas impostos por May. Ele também ressaltou que os valores da região devem ser mantidos e pediu que os britânicos resistam à islamofobia.

Corbyn retomou a campanha eleitoral, que havia sido suspensa ao longo do dia em respeito às vítimas do ataque, para o pleito parlamentar da próxima quinta-feira (08/04), em que ele concorre a primeiro-ministro contra May.

Segundo uma pesquisa publicada hoje pelo jornal Mail on Sunday, o Partido Conservador obteria 40% dos votos na próxima quinta-feira e manteria apenas um ponto de vantagem com relação aos trabalhistas, que somariam 39%.

“Temos que resistir à islamofobia e à divisão e comparecer no dia 8 de junho unidos em nossa determinação de mostrar que nossa democracia é forte”, disse o líder trabalhista em um evento de campanha na cidade de Carlisle, no norte da Inglaterra.

“E sim, precisaremos ter algumas conversas difíceis, começando com a Arábia Saudita e outros países do Golfo [Pérsico] que têm financiado e fomentado ideologias extremistas”, afirmou  Corbyn, que já criticou anteriormente a situação dos direitos humanos na Arábia Saudita, assim como os vários acordos firmados entre o governo conservador e Riad.

 

“Nossa prioridade deve ser a segurança pública e eu tomarei qualquer ação que seja necessária e eficaz para proteger a segurança de nossa população e nosso país. Isso inclui total autoridade para a polícia usar a força necessária para proteger e salvar vidas como fizeram ontem à noite e em Westminster em março”, afirmou, em referência a outro ataque em Londres, nos arredores do Parlamento, que terminou com cinco pessoas mortas.

A polícia britânica tem sido elogiada por ter abatido os suspeitos do ataque de ontem oito minutos após a primeira chamada de emergência ter sido recebida. Os agentes dispararam mais de 50 tiros contra os três suspeitos, e atingiram também uma pessoa que estava no local.

“Não se pode proteger a população com pouco dinheiro. A polícia e os serviços de segurança devem receber os recursos de que precisam, não o corte de 20 mil oficiais. Theresa May foi alertada pela Federação de Polícia [contra os cortes]”, mas os acusou de exagerar a ameaça, disse Corbyn.

“Iremos recrutar 10 mil novos oficiais de polícia, incluindo polícia armada, assim como mil novos funcionários para o serviço de segurança, para proteger nossas comunidades e nos manter seguros”, prometeu o trabalhista caso vença as eleições na quinta-feira.

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