Irã tem manifestações pró-governo

Jan 07, 2018

Por Ópera Mundi                                                                                                                        

 

O Irã registrou nesta quarta-feira (03/01) manifestações pró-aiatolá Khamenei, após dias de mobilizações – violentas – contra a situação econômica do país e o governo.

Os meios de comunicação oficiais falam de centenas de milhares de pessoas que foram às ruas em Tabriz, Ahvaz, Joram Abad, Hamedán, Kermanshah, Qom e Maraque, entre outras cidades, nas quais reafirmaram seu apoio ao líder supremo do país.

“Morte aos EUA”, “Morte a Israel” e “Morte ao agitador” foram algumas das mensagens que os manifestantes levaram às ruas. O governo iraniano acusa Washington, Tel-Aviv e Riad de fomentarem os protestos na nação persa.

Segundo Khamenei, os protestos dos últimos dias – que registraram mais de 20 mortos e 450 prisões – aconteceram por causa da “união dos inimigos do Irã”, que teriam utilizado “todos os meios” para causar problemas.

Os atos começaram na cidade de Mashhda contra a inflação e a alta no desemprego, mas se espalhou para outras localidades com diversas pautas, do combate à corrupção à destituição do aiatolá, tornando-se os maiores desde 2009.

Apesar de, no início, as autoridades iranianas mostrarem uma postura dura contra os manifestantes, o presidente Hassan Rouhani fez um pronunciamento em que dizia que os iranianos são "livres para se manifestar", mas que não seriam tolerados danos "aos prédios públicos".

União Europeia

A alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, afirmou nesta quarta que o bloco "está acompanhando de perto as manifestações no Irã" e destacou que é "inaceitável a perda de vidas humanas" durante os atos.

Para a chefe da diplomacia europeia, as "demonstrações pacíficas e a liberdade de expressão são direitos fundamentais que se aplicam a todos os países, e o Irã não é uma exceção a isso". "Esperamos que todas as pessoas envolvidas se abstenham da violência", destacou ainda Mogherini.

 

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