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Dinamarca desembarca tropas na Groenlândia e Europa amplia resposta aos EUA

Jan 16, 2026

Por Lucas Toth, no Vermelho                                                                                                                    

 

Navio da Marinha da Dinamarca navega em águas da Groenlândia durante operações de patrulha e exercícios no Ártico, em meio ao reforço militar europeu após ameaças do governo dos Estados Unidos ao território. Foto: Reprodução

A Dinamarca desembarcou nesta quarta-feira (14) as primeiras tropas militares na Groenlândia, em meio à pressão do governo dos Estados Unidos sobre o território, após ameaças do presidente Donald Trump de assumir o controle da ilha.

França, Alemanha, Suécia e Noruega também anunciaram o envio de tropas para exercícios e missões de reconhecimento, ampliando a resposta europeia diante da escalada norte-americana.

Um avião da Força Aérea Real da Dinamarca pousou no aeroporto de Nuuk, capital da Groenlândia, no fim da noite de quarta-feira, desembarcando militares que devem preparar a chegada de novas tropas e apoiar exercícios na região, segundo o Comando Ártico Conjunto.

Em comunicado divulgado na quarta-feira (14), o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, afirmou que “a segurança no Ártico é de importância crucial para o Reino da Dinamarca e para nossos aliados” e que, diante do cenário atual, o país decidiu “fortalecer, em estreita cooperação com aliados, a capacidade de operar na região”.

O desembarque ocorre no dia seguinte à reunião realizada na Casa Branca entre representantes dos Estados Unidos, da Dinamarca e da Groenlândia, conduzida pelo vice-presidente norte-americano JD Vance e pelo secretário de Estado Marco Rubio, que terminou sem acordo diante da exigência de Washington de assumir o controle da ilha.

Em comunicado divulgado na quarta-feira (14), o ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, afirmou que o reforço militar responde a um cenário de crescente tensão no Ártico. 

“A segurança no Ártico é de importância crucial para o Reino da Dinamarca e para nossos aliados árticos, e é por isso que, em estreita cooperação com aliados, é importante fortalecer ainda mais nossa capacidade de operar na região”, declarou.

“Como uma extensão natural desses esforços, continuaremos e ampliaremos a cooperação em 2026. As Forças Armadas dinamarquesas, juntamente com vários aliados árticos e europeus, explorarão nas próximas semanas como um aumento da presença e da atividade de exercícios no Ártico pode ser implementado na prática”, afirmou Poulsen.

Aliados europeus também enviam tropas 

Alemanha, França, Suécia e Noruega também anunciaram nesta quarta-feira o envio de militares à Groenlândia.

Segundo o governo alemão, um grupo de militares de reconhecimento foi deslocado para Nuuk a pedido da Dinamarca, com a missão de avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região. 

O ministério da Defesa da Alemanha afirmou que o envio integra uma ação coordenada com aliados europeus diante do agravamento das tensões no Ártico.

O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que tropas francesas participarão de exercícios militares organizados pela Dinamarca. 

“Os primeiros militares franceses já estão a caminho. Outros seguirão”, afirmou Macron, ao anunciar a participação da França na operação denominada Resistência Ártica.

A Suécia também confirmou o envio de militares, após solicitação formal de Copenhague. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, afirmou que oficiais das Forças Armadas suecas participarão de uma força multinacional destinada a preparar as próximas fases do exercício Operation Arctic Endurance.

A Noruega, por sua vez, informou que enviará pessoal militar para integrar as missões de cooperação e treinamento na Groenlândia. Autoridades norueguesas destacaram que a presença ocorre em coordenação com a Dinamarca e outros aliados europeus, em resposta ao cenário de instabilidade criado pelas ameaças norte-americanas.

Os anúncios ocorreram no mesmo dia em que autoridades da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, encontro que terminou sem acordo e com a manutenção do que Copenhague classificou como um “desacordo fundamental” sobre o futuro da ilha.

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