A inflação no Brasil começou o ano em desaceleração. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou janeiro de 2025 com alta de 0,16%, a menor taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. O resultado, divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE, reflete uma desaceleração de 0,36 ponto percentual em relação a dezembro (0,52%) e chega em linha com as expectativas do mercado, que projetava 0,17%. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula 4,56%, abaixo dos 4,83% registrados até dezembro.
Repercussão
O deputado federal (PT-RJ) e líder do PT na câmara, Lindbergh Farias, celebrou o resultado em suas redes sociais. “O IPCA de janeiro subiu 0,16%, o menor para o mês desde o plano Real! Os esforços do governo Lula já começam fazer efeito!”, escreveu.
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Contas de luz aliviam, mas alimentos ainda pesam
O principal fator para a desaceleração do IPCA foi a queda de 14,2% nas tarifas de energia elétrica residencial, graças ao “Bônus Itaipu”, que reduziu as contas de luz de 78 milhões de consumidores. Essa diminuição teve impacto significativo no grupo de habitação, que registrou deflação de 3,08% no mês.
Por outro lado, o preço dos alimentos segue em alta. O grupo “alimentação e bebidas” subiu 0,96%. Porém, o governo está atento ao problema e já vem tomando medidas para reverter essa trajetória. Duas iniciativas de destaque são o Programa de Aquisição de Alimentos, que compra produtos da agricultura familiar para destinar a pessoas em vulnerabilidade, e os incentivos ao agro, que prometem uma safra recorde este ano.
“É uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue na mesa do povo trabalhador, da dona de casa, na mesa do povo brasileiro, em condições compatíveis com o salário que ele ganha”, declarou recentemente o presidente Lula, ressaltando que o tema é uma prioridade do governo.
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Juros precisam acompanhar queda
O resultado do IPCA de janeiro demonstra a eficácia das políticas de controle inflacionário. No entanto, a manutenção da taxa Selic em níveis elevados continua sendo um entrave para o desenvolvimento econômico. É imperativo que o Banco Central reavalie sua estratégia e retome o ciclo de cortes nos juros, criando um ambiente mais favorável para investimentos e geração de empregos.
O alívio na inflação e a estabilidade dos preços reforçam a capacidade do Brasil de manter uma economia equilibrada sem juros proibitivos. Agora, o debate deve se concentrar em acelerar o crescimento e garantir que os benefícios da estabilidade econômica cheguem à população, reduzindo desigualdades e ampliando o poder de compra dos brasileiros.