Erro
  • Erro ao carregar arquivo XML
  • http://blogdobepe.com.br/templates/sj_tech/templateDetails.xml
  • XML: failed to load "http://blogdobepe.com.br/templates/sj_tech/templateDetails.xml": No such file or directory

8M leva multidões às ruas no Brasil e no mundo contra a violência

Mar 09, 2026

Por Bárbara Luz, no Vermelho                                                                                      

Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2026 – Ato do Dia Internacional da Mulher ocupa a praia de Copacabana, na zona sul do Rio, pedindo o fim das violências contra as mulheres | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Milhares de mulheres foram às ruas neste 8 de março em cidades de todo o Brasil e em diversos países para marcar o Dia Internacional da Mulher com protestos contra o feminicídio, a desigualdade e a violência de gênero. As mobilizações reuniram movimentos feministas, sindicatos, organizações sociais e lideranças políticas que denunciaram a persistência da violência contra mulheres e cobraram políticas públicas mais efetivas.

As manifestações ocorreram em um contexto preocupante: o Brasil registrou recorde de feminicídios em 2025, com mais de 1.400 casos, segundo dados oficiais, cenário que tem impulsionado a mobilização feminista nas ruas.

Em várias capitais brasileiras, atos denunciaram a violência machista e reivindicaram igualdade de direitos, melhores condições de trabalho e políticas de proteção às mulheres.

Mobilizações pelo Brasil

Em São Paulo, milhares de mulheres marcharam pela Avenida Paulista mesmo sob chuva forte, exigindo medidas concretas contra a violência de gênero e defendendo pautas como o fim da escala de trabalho 6×1, frequentemente criticada por ampliar a sobrecarga das mulheres trabalhadoras.

Presente na manifestação, a presidenta interina do PCdoB, Nádia Campeão, destacou o significado político do ato e a persistência da mobilização mesmo diante da chuva que caiu sobre a capital paulista. “Hoje, domingo, 8 de março, aqui em São Paulo, uma chuva torrencial e a turma toda aqui ainda aguardando o final da manifestação do 8 de março. Ia ser uma enorme passeata aqui em São Paulo em defesa dos direitos da mulher, contra o feminicídio.”

Campeão também relacionou a luta feminista à defesa da soberania dos povos e à denúncia das guerras e do imperialismo. “Nossa tristeza e nosso grito de luta são também pelas meninas assassinadas pelo imperialismo. Pelas mães dessas meninas e por todas as mulheres que lutam em defesa da soberania dos povos.”

O ato em São Paulo recebeu o nome de Em Defesa da Vida das Mulheres e teve a participação de diversos movimentos sociais e sindicais entre eles, a União Nacional por Moradia Popular, o Movimento de Mulheres Camponesas, a União Nacional dos Estudantes (UNE), Marcha Mundial das Mulheres, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outros.

No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes ocuparam a orla de Copacabana, onde cruzes foram fincadas na areia com o lema “Parem de nos matar”, em memória das vítimas de feminicídio. O protesto ocorreu no mesmo bairro onde, semanas antes, uma adolescente de 17 anos foi vítima de estupro coletivo, caso que provocou indignação nacional.

A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ) destacou o caráter político das mobilizações do 8 de março e a centralidade das mulheres na construção da democracia. “Nesse dia 8 de março, todas as mulheres de todos os movimentos, de todas as etnias, de todos os lugares do Brasil ocupamos as ruas para dizer basta de feminicídio. Mas não só para isso: para retomar as rédeas da política no nosso país, para dizer que não haverá projeto de futuro de democracia para o Brasil sem que nós estejamos no centro.”

A parlamentar também criticou iniciativas que buscam retirar direitos das mulheres, especialmente os direitos reprodutivos. “Basta de violência contra a mulher e por uma agenda propositiva, protagonizada, construída e dirigida pelas mulheres.”

Na capital mineira, Belo Horizonte, manifestantes também denunciaram a violência contra as mulheres. Cruzes foram colocadas em espaços públicos representando vítimas de feminicídio no estado, transformando a mobilização em um ato de denúncia e memória.

Em Porto Alegre, uma performance teatral marcou a marcha: manifestantes carregaram sapatos femininos manchados de vermelho, simbolizando mulheres assassinadas no estado, enquanto gritavam os nomes das vítimas.

Outras cidades, como Campinas (SP), Recife (PE), Salvador (BA), Belém (PA), Alagoas (AL), Florianópolis (SC), Natal (RN) e Cuiabá (MT) também registraram marchas e atos públicos, reunindo coletivos feministas, sindicatos e organizações sociais que pediram o fim da violência e mais igualdade de direitos.

Feminismo nas ruas

No Brasil e no mundo, o 8 de Março reafirmou que a data vai muito além de homenagens simbólicas. Nas ruas, as manifestações transformaram o luto pelas vítimas da violência em mobilização política e em pressão por mudanças estruturais.

Entre as principais reivindicações presentes nos atos estiveram:

  • combate ao feminicídio e à violência de gênero;
  • igualdade salarial e de direitos;
  • redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1;
  • ampliação de políticas públicas de proteção às mulheres;
  • defesa da democracia e dos direitos sociais

A presença massiva de mulheres nas ruas reafirma que o 8M continua sendo, sobretudo, um dia de luta coletiva por direitos, igualdade e justiça.

__
com agências

Mídia

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.


Anti-spam: complete the task

Vídeos