
Despedida de Khamenei reúne milhões em Teerã (PressTV)
As cerimônias fúnebres de seis dias em homenagem ao ex-líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, registraram entre 41 e 43 milhões de participantes, de acordo com a mídia estatal do país persa nesta sexta-feira (10/07), enquanto a emissora Press TV descreveu o funeral como “a maior procissão que o mundo já presenciou”. As celebrações ocorreram em cinco cidades: Teerã, Qom, Najaf, Karbala e Mashhad.
A agência de notícias IRNA, por sua vez, informou que, ao todo, autoridades políticas de 45 países, bem como líderes religiosos e acadêmicos de mais de 90 nações, participaram na quinta-feira (09/07) do fim da cerimônia na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã, onde Ali Khamenei foi sepultado no santuário Imam Reza, o local xiita mais sagrado do país persa.
De acordo com a Tasnim, também estiveram presentes “o presidente do Parlamento Mohammad Baqer Qalibaf, o chefe do Judiciário Gholam Hossein Mosheni Ejei, o ex-vice-presidente Mohammad Mokhber e o líder da oração de sexta-feira de Mashhad, aiatolá Seyed Ahmad Alamolhoda”.
O Conselho Constitucional do Irã expressou agradecimento aos cidadãos do Irã e do Iraque pela ampla presença nas cerimônias de despedida. Em comunicado, o órgão também elogiou o papel de autoridades de ambos os países aliados, além das forças de segurança, serviços de emergência, organizações de mídia, grupos religiosos, voluntários e outras instituições envolvidas na organização das celebrações.
IRNA
Os procedimentos oficiais do funeral público começaram no último sábado (04/07), quando milhões de cidadãos iranianos se reuniram na Grande Mesquita de Teerã, onde o caixão do líder mártir estava em exibição. Segundo a mídia iraniana, delegações dos aliados regionais do Irã, como Hamas e Jihad Islâmica de Gaza, Hezbollah do Líbano e houthis do Iêmen, marcaram presença no evento.
O ex-líder supremo e membros de sua família foram assassinados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel em uma operação conjunta que desencadeou a guerra em curso e escalou as tensões regionais. Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, que sobreviveu ao ataque aéreo, ficou gravemente ferido na ofensiva.

