
O secretário-executivo Osmar Júnior (Foto: Divulgação/MDS)
Em julho de 2025, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) anunciou que o Brasil, pela segunda vez, estava fora do Mapa da Fome. Trata-se de mais uma conquista histórica, uma vez que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que essa meta seria alcançada em 2026.
O cálculo era compreensível diante do desafio. No governo de Jair Bolsonaro, marcado pela população na fila do osso, o país retornou ao Mapa da Fome com 19 milhões de pessoas sem acesso a nenhuma refeição durante o dia. De 2022 com 2024, mais de 26 milhões de pessoas saíram da situação de fome no país.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Osmar Júnior, considera que o governo conseguiu não só um grande feito, mas também trabalha para evitar que o país não retorne mais a essa condição.
“A gente está criando mecanismos para evitar que o Brasil retorne a essa triste marca de ter uma população imensa, ainda sem saber se vai almoçar, jantar ou tomar no café”, diz Osmar em entrevista ao Portal Vermelho.
O secretário faz referência às políticas públicas transversais no governo que conseguiram reduzir a pobreza e desigualdade ao menor nível em 30 anos, segundo aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A combinação dessas políticas resultou na valorização real do salário mínimo, a expansão dos empregos formais, o fortalecimento dos programas de transferência de renda, as ações de combate à fome e a retomada do investimento público em infraestrutura e serviços essenciais.
“Para nós, é extremamente alentador o restabelecimento de políticas públicas que já tinham sido experimentadas no passado e tiveram resultados. Mostrou que o projeto que o presidente Lula abraçou para o Brasil é viável e que está levando o Brasil a superar um grande desafio de vencer a fome”, afirma.
Para ele, o esforço do governo vai além da retomada de programas sociais. “Enquanto houver pessoas passando fome, nós precisamos ter políticas que enfrentem esse problema. Então, esse é um compromisso de governo, um compromisso que nós trabalhamos para ser um compromisso de Estado. Não há país digno com o povo passando fome”, observa.
União
“O Brasil conseguiu sair pela segunda vez do mapa da fome, devido principalmente a uma conjunção de esforços do Ministério do Desenvolvimento Social e de outros ministérios para que a gente pudesse conjugar crescimento econômico, garantia de direitos, acesso à alimentação e avanço dos programas sociais”, explica.
Ele também ressalta o trabalho feito em conjunto com os estados e municípios. “É muito importante colocar a articulação entre União, estados e municípios que também teve um papel fundamental para que a gente pudesse retirar um grande contingente da nossa população da insegurança alimentar e nutricional grave, que é a fome”, diz.
Por fim, o secretário diz que a conquista reflete outra característica do governo. “É muito o espírito do governo Lula, que não está apenas voltado a administrar a máquina do Estado, mas um governo que se preocupa em colocar a população mais humilde, a população mais carente, a população vulnerável no Orçamento e no centro das políticas públicas a serem apresentadas pelo governo”, diz.

