
Eu já sabia, mas acabo de reler uma notícia preocupante: o Tribunal Superior Eleitoral, a partir de junho deste ano, será presidido pelo ministro Nunes Marques e terá como vice André Mendonça.
Com dois juízes indicados por Bolsonaro, nuvens carregadas pairam sobre o processo eleitoral que se aproxima.
Vamos lembrar que o pulso firme e o zelo pela democracia do ministro Alexandre de Moraes à frente da justiça eleitoral em 2022 foram decisivos para levar a bom termo o último pleito presidencial.
O TSE barrou várias ações eleitorais da candidatura Bolsonaro com a marca registrada da extrema direita: a mentira, a calúnia, a difamação e toda sorte de sujeira.
Moraes evitou inclusive cair na armadilha preparada para o dia da eleição, quando, a serviço de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal, então comandada pelo agora presidiário Silvinei Vasques, montou um esquema criminoso nas estradas do Nordeste para prejudicar o voto em Lula.
Além de impedir a manifestação livre do voto, a ideia era fazer o ministro Moraes prolongar o horário de votação no Nordeste, abrindo caminho para questionamento jurídicos que poderiam levar ao caos.
Mas o chefe da justiça eleitoral não mordeu a isca.
A questão inquietante que agora se coloca é a seguinte: como se comportarão os ministros bolsonaristas do TSE diante dos golpes baixos que certamente serão desferidos pela campanha de Flávio Bolsonaro à presidência da República?
Um corte de vídeo publicado pelo próprio senador em suas redes sociais, para descontextualizar uma fala do presidente Lula sobre as dificuldades dos pobres para estudar, é só uma pequena amostra do que vem por aí.
Flávio Bolsonaro tem alta rejeição. Seu nome está associado às ações de Trump contra o Brasil, aos crimes contra o regime democrático cometidos por seu pai e às rachadinhas. Tudo leva a crer que será derrotado por Lula.
Além do favoritismo do presidente já apontado em todas as pesquisas, a campanha será um momento privilegiado para Lula divulgar suas inúmeras realizações econômicas e sociais, bem como a defesa intransigente da soberania nacional.
Sem falar na conhecida química que rola entre Lula e povo brasileiro durante as campanhas eleitorais.
Contudo, como são especialistas em levar a delinquência para as disputas eleitorais e não têm compromisso com um mínimo de civilidade, imagina do que os fascistas serão capazes quando bater o desespero da derrota iminente?
Não por acaso, Lula tem alertado com frequência para o festival de mentiras que ameaça manchar a eleição.
Com o reforço das big techs, que seguem sem regulamentação no Brasil e cada vez mais alinhadas à extrema direita global, os bolsonaristas se preparam para enlamear a eleição brasileira em uma proporção jamais vista.

