Desenrola 2 vai permitir que brasileiros voltem a respirar financeiramente, diz Lula

Mai 04, 2026

Por Brasil 247                                                                                      

 

Foto: Ricardo Stuckert

 O presidente Lula defendeu, nesta segunda-feira (4), o Novo Desenrola Brasil como uma iniciativa para aliviar dívidas de brasileiros de baixa renda, recuperar o acesso ao crédito e permitir que famílias, pequenos empreendedores e trabalhadores voltem a “respirar” financeiramente. O programa renegocia dívidas de quem ganha até cinco salários mínimos, com descontos e limite de juros, e tem como foco débitos de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e outras modalidades.

Em discurso durante o anúncio do Novo Desenrola Brasil, Lula afirmou que a proposta busca enfrentar o peso do endividamento acumulado nos últimos anos, especialmente após a pandemia de Covid-19, que, segundo ele, levou parte da população a contrair dívidas por necessidade.

De acordo com o governo, o Novo Desenrola Brasil terá como público-alvo pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. Poderão ser renegociadas dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso entre 90 dias e dois anos.

O governo informou ainda que os juros serão limitados a 1,99% ao mês. Os descontos no valor principal da dívida poderão variar de 30% a 90%, conforme a linha de crédito e o prazo da renegociação. Também está prevista a disponibilização de uma calculadora para que os trabalhadores possam verificar as condições de desconto.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi estruturado em quatro frentes: famílias, Fies, empresas e agricultores rurais. Ele afirmou que a linha voltada às famílias será a principal porta de entrada da iniciativa.

“Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, procure seu banco”, declarou o ministro.

Lula afirmou que o objetivo do governo é impedir que brasileiros sejam excluídos do mercado formal por causa de dívidas pequenas. Para o presidente, a restrição de crédito por débitos de baixo valor acaba retirando milhões de pessoas da vida econômica regular.

“Não é correto um cidadão brasileiro, uma cidadã, sabe, estar com o nome sujo no Serasa por causa de uma dívida de 100 reais, 150 reais, 200 reais. Não tem lógica isso”, disse Lula.

O presidente também comparou a situação de endividamento à perda de acesso a serviços básicos do sistema financeiro. Ele afirmou que, quando uma pessoa fica impedida de comprar, abrir conta ou acessar crédito formal, acaba mais vulnerável a formas abusivas de empréstimo.

“Aí o mercado transforma esse cidadão num clandestino, porque ele não pode mais comprar nada, acredita, ele não pode mais ter conta em banco, ou seja, ele vira um freguês da bandidagem, da agiotagem”, declarou.

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