Flávio Bolsonaro coleciona problemas e redes sociais não perdoam

Jul 10, 2026

Por Priscila Lobregatte, no Vermelho                                                    

Flávio Bolsonaro. Foto original: Lula Marques/Agência Brasil

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) coleciona problemas em sua pré-campanha à Presidência da República — todos, diga-se, cultivados por ele mesmo e seu entorno. Do escândalo do Banco Master às desavenças com Michelle Bolsonaro, chegando à postura antipatriótica nos episódios do tarifaço de Donald Trump (sem contar os fatos mal explicados em seu passado nebuloso), o senador tem se constituído em seu pior adversário.

Esse cenário caótico vem se refletindo nas redes sociais de maneira negativa ao parlamentar e positiva para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com Sergio Denicoli, cientista de dados da AP Exata, empresa que faz medições do desempenho na internet.

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (9), ele explicou haver “um problema interno na campanha do Flávio. Muito fogo amigo, muita confusão, muita briga interna. Então, isso tem atrapalhado o andamento”.

Além disso, Denicoli avaliou que Flávio “tem usado algumas estratégias que são equivocadas, vem se mantendo em alguns temas que são negativas a ele e um deles é a taxação dos EUA. Essa ida dele a Washington não foi bem vista nas redes”.

Um dos mais recentes tiros que Flávio deu no próprio pé foi sua performance em audiência pública nos EUA sobre as tarifas impostas por Trump ao Brasil nesta semana. O desempenho não agradou sequer a Faria Lima, sedenta de apoiar qualquer candidato anti-Lula. Conforme noticiado, agentes do mercado financeiro classificaram a participação do senador como “decepcionante”.

Leia também: Governo repudia traição à Pátria de Flávio Bolsonaro em benefício dos EUA

Entre os muitos erros cometidos nos últimos tempos no que tange a esta questão, Flávio enviou carta a Washington pedindo o adiamento das tarifas até o final das eleições. Com isso, o parlamentar demonstrou claramente que seu foco não é proteger o Brasil e a economia nacional, mas sua candidatura. Depois, disse que durante a audiência teria pedido o “cancelamento” das mesmas, mas o estrago já estava feito.

Para Denicoli, “há uma imagem perante as pessoas que avaliam a campanha do Flávio de que é uma campanha que não está conseguindo decolar e isso tem realmente atrapalhado as articulações políticas e começa a prejudicá-lo”. Por outro lado, essa situação beneficia Lula que, segundo ele, “vai jogando parado”.

Pesquisa sobre a disputa, divulgada nesta quarta-feira (8) pela Meio/Ideia, mostra Lula à frente de Flávio e acima da margem de erro tanto na simulação de primeiro quanto na de segundo turno. Na primeira situação, o presidente soma 40,4% das intenções de voto, contra 32% do senador. No segundo turno, a vantagem de Lula se mantém: 45% a 40%.

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